A pedido de uma seguidora vou falar na primeira pessoa sobre como lido com os palpites dos outros em relação ao meu papel como mãe.
Acho que não devemos confundir palpites com conselhos, pois quanto a mim os palpites têm uma conotação mais negativa e depreciativa, menos precisa. Os conselhos são sempre bem-vindos, desde que sejam úteis. Os da nossa mãe por exemplo.
Num primeiro filho, em que tudo é novidade podemos ser levadas a acreditar em tudo o que nos dizem... o nosso cérebro entra em ebulição. As noites mal dormidas, o cansaço acumulado, a falta de tempo para nós, viver em função das necessidades de um bebé, gerir a relação com o pai e marido, gerir visitas, gerir a casa... sim, é demais para uma pessoa só.
Nesta fase, há muito a tendência de visitar o recém-nascido assim que ele nasce e mal ou bem começam as frases como:
- não estejas sempre com ele ao colo (o colo é o melhor do mundo!!)
- Ainda agora mamou já lhe vais dar outra vez? (Ele mama quando quer)
- Olha que tem muita roupa (não está suado no pescoço)
- Olha que tem as mãos geladas (é normal)
- Olha que isto, olha que aquilo...
Se numa primeira fase nos sentimos cheias de força para desempenhar o nosso papel, com o surgir das primeiras dificuldades começamos a vacilar e a pôr em causa a nossa sanidade mental.
Acho que cada mãe e cada bebé se têm de descobrir e aprender com o tempo a ser precisamente mãe e filho.
Sendo assim os meus conselhos para mães de primeira viagem são:
- restringir ao máximo as visitas nas primeiras semanas. Não há paciência para pessoas que vão visitar o bebé e nem sequer sabem que é importante lavar as mãos, não há paciência para aqueles que insistem em beijar o bebé e pegar ao colo, não há paciência para o cheiro a perfume que fica no quarto da maternidade quando certas visitas saem e não há paciência para tosses e espirros perto de um bebé. Não há paciência para visitas. Ponto! O namoro entre a mãe e o bebé deve ser em pleno, envolvendo apenas a família mais próxima e da confiança da mãe. É uma fase muito delicada na vida de uma mulher e queremos privacidade.
- Seguir o nosso instinto. É muito importante. Nenhuma mãe que queira desempenhar o seu papel em pleno, com a consciência que tem muito para aprender, NENHUMA é má mãe. Ser mãe também se aprende.
- Não irem a correr para a internet pesquisar se é normal o bebé espirrar, se é normal ter as mãos e os pés frios, se é normal o umbigo estar assim ou assado, se é normal eles mamarem muitas vezes, se é normal chorarem tanto... etc etc etc. Nesta fase tão emocional na vida de uma mulher preocupamo-nos com tudo e isso absorve-nos de tal maneira que damos por nós a pesquisar doenças em fóruns de mães à beira de um ataque de nervos.
- A escolha do pediatra é fundamental!!! Os conselhos dele devem deixar-nos em perfeita tranquilidade, tem de ser alguém que nos transmita confiança e que seja disponível.
- Aceitar ajuda... essencialmente nas tarefas de casa. Eu já estou bem melhor neste aspecto!! Quem me conhece sabe como gosto de ter tudo organizado à minha maneira, mas ao terceiro filho mudei muito!
- Sorrir quando assim que entram em nossa casa nos dizem “não devia dormir ao colo”.
- Contar muitas vezes até 10
- Pedir ao marido para gentilmente rosnar e acabam-se frases como: “vais outra vez buscar comida??? No meu tempo cozinhava todos os dias e não tinha ajuda de ninguém “!
- Por último....... repetir as vezes que forem necessárias “a mãe tem sempre razão! Em caso de dúvida perguntar à mãe!”
Ser mãe é o melhor papel na vida de uma mulher, o tempo passa a correr, os filhos crescem e às vezes damos demasiada importância à opinião dos outros. Lanço o desafio, vamos confiar mais em nós?
Beijinho
A.S.
💜💜💙
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