sábado, 24 de março de 2018

Queques de chocolate


Estes queques são os preferidos das minhas filhas e eu fico toda orgulhosa! Pedem imensas vezes e fazem publicidade a toda a gente. No outro dia perguntei à Camila qual era a coisa que mais gostava da mãe e ela respondeu “os teus queques e a massa à bolonhesa”. Estava à espera que respondesse algo mais filosófico, até porque eu não gosto muito de cozinhar e as minhas filhas não gostam muito de comer!!!!! 🤣🤣

Então, para quem pediu, aqui vai a receita:
(Usar a mesma chávena de medida com capacidade de cerca de 200ml)
  • 2 ovos
  • 1/2 chávena de açúcar
  • 2 chávenas farinha
  • 50 gr de manteiga
  • 1 + 1/2 chávena de leite 
  • 1 colher chá de fermento em pó
  • 125 gr de chocolate em pó (usei Pantagruel)

Colocar todos os ingredientes no copo da Bimby e misturar cerca de 45 segundos na velocidade 5. Se não ficar tudo bem misturado dar mais uns segundos. Eu faço na Bimby (porque facilita a pesar a manteiga, facilita a misturar e facilita a deitar para as formas) mas é possível juntar todos os ingredientes numa taça e misturar com a batedeira.
Para ir ao forno eu uso daquelas formas tabuleiro com as divisórias dos queques e coloco em cada uma a forma de papel. Encho cada uma com cerca de 2/3 da capacidade e se sobrar coloco a restante massa em formas de silicone para queques. Vai ao forno cerca de 30 min a 180° (fazer o teste do palito e ver se a massa está cozida).
Estes queques ficam fofos e deliciosos!!

Se experimentarem a receita depois digam se estão aprovados!

A.S.
💜💜💙

sexta-feira, 23 de março de 2018

Lidar com os palpites

A pedido de uma seguidora vou falar na primeira pessoa sobre como lido com os palpites dos outros em relação ao meu papel como mãe.
Acho que não devemos confundir palpites com conselhos, pois quanto a mim os palpites têm uma conotação mais negativa e depreciativa, menos precisa. Os conselhos são sempre bem-vindos, desde que sejam úteis. Os da nossa mãe por exemplo.
Num primeiro filho, em que tudo é novidade podemos ser levadas a acreditar em tudo o que nos dizem... o nosso cérebro entra em ebulição. As noites mal dormidas, o cansaço acumulado, a falta de tempo para nós, viver em função das necessidades de um bebé, gerir a relação com o pai e marido, gerir visitas, gerir a casa... sim, é demais para uma pessoa só.
Nesta fase, há muito a tendência de visitar o recém-nascido assim que ele nasce e mal ou bem começam as frases como:
  • não estejas sempre com ele ao colo (o colo é o melhor do mundo!!)
  • Ainda agora mamou já lhe vais dar outra vez? (Ele mama quando quer)
  • Olha que tem muita roupa (não está suado no pescoço)
  • Olha que tem as mãos geladas (é normal)
  • Olha que isto, olha que aquilo...
Se numa primeira fase nos sentimos cheias de força para desempenhar o nosso papel, com o surgir das primeiras dificuldades começamos a vacilar e a pôr em causa a nossa sanidade mental.
Acho que cada mãe e cada bebé se têm de descobrir e aprender com o tempo a ser precisamente mãe e filho.
Sendo assim os meus conselhos para mães de primeira viagem são:
  • restringir ao máximo as visitas nas primeiras semanas. Não há paciência para pessoas que vão visitar o bebé e nem sequer sabem que é importante lavar as mãos, não há paciência para aqueles que insistem em beijar o bebé e pegar ao colo, não há paciência para o cheiro a perfume que fica no quarto da maternidade quando certas visitas saem e não há paciência para tosses e espirros perto de um bebé. Não há paciência para visitas. Ponto! O namoro entre a mãe e o bebé deve ser em pleno, envolvendo apenas a família mais próxima e da confiança da mãe. É uma fase muito delicada na vida de uma mulher e queremos privacidade.
  • Seguir o nosso instinto. É muito importante. Nenhuma mãe que queira desempenhar o seu papel em pleno, com a consciência que tem muito para aprender, NENHUMA é má mãe. Ser mãe também se aprende.
  • Não irem a correr para a internet pesquisar se é normal o bebé espirrar, se é normal ter as mãos e os pés frios, se é normal o umbigo estar assim ou assado, se é normal eles mamarem muitas vezes, se é normal chorarem tanto... etc etc etc. Nesta fase tão emocional na vida de uma mulher preocupamo-nos com tudo e isso absorve-nos de tal maneira que damos por nós a pesquisar doenças em fóruns de mães à beira de um ataque de nervos.
  • A escolha do pediatra é fundamental!!! Os conselhos dele devem deixar-nos em perfeita tranquilidade, tem de ser alguém que nos transmita confiança e que seja disponível.
  • Aceitar ajuda... essencialmente nas tarefas de casa. Eu já estou bem melhor neste aspecto!! Quem me conhece sabe como gosto de ter tudo organizado à minha maneira, mas ao terceiro filho mudei muito!
  • Sorrir quando assim que entram em nossa casa nos dizem “não devia dormir ao colo”.
  • Contar muitas vezes até 10
  • Pedir ao marido para gentilmente rosnar e acabam-se frases como: “vais outra vez buscar comida??? No meu tempo cozinhava todos os dias e não tinha ajuda de ninguém “!
  • Por último....... repetir as vezes que forem necessárias “a mãe tem sempre razão! Em caso de dúvida perguntar à mãe!”

Ser mãe é o melhor papel na vida de uma mulher, o tempo passa a correr, os filhos crescem e às vezes damos demasiada importância à opinião dos outros. Lanço o desafio, vamos confiar mais em nós?

Beijinho 
A.S.

💜💜💙

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 de Março de 2018.

A maternidade põe-nos constantemente à prova e o rebuliço dos dias acentua este desafio. É uma dualidade de sentimentos, de responsabilidade, de afazeres e que muitas vezes nos leva a pensar se iremos “dar conta do recado”.
Ontem o Francisco foi fazer as vacinas dos 6 meses. Como sempre este bebé maravilhoso portou-se à altura e distribuiu sorrisos a toda a gente. Apesar de não se queixar muito, o coração de mãe fica sempre alerta e estou acordada desde as 4h da manhã. Acabei por não conseguir adormecer depois de o ouvir gemer um pouco.
O pai saiu muito cedo e eu fiquei a tomar conta das tropas. Estava com tudo orientado, dentro do horário previsto... “meninas levantem-se”, roupa para 3, “meninas levantem-se”, preparar pequenos almoços, “meninas levantem-se”, preparar lanches para a escola, “vai fazer xixi”, “mãe dá-me o leite”, “vai calçar as sapatilhas”, “mãe dói-me o dedo mindinho do pé”, mãe isto e mãe aquilo”...
Ver a temperatura do Francisco, trocar a fralda (a rezar para não tomar “banho”), pô-lo na babycoque, carregar as tralhas e sair de casa... ufa... cansados só de ler? As mães sabem bem do que estou a falar. Às 9h parece que já estamos com o cansaço do final do dia. E abreviei MUITO o que se passou cá em casa desde que acordei as miúdas até que saímos... conseguem imaginar a quantidade de queixinhas que ouvi uma da outra?
Bem, saímos de casa e descemos no elevador. Chegámos à porta de acesso à garagem e a mãe (eu!!) percebe que não tem as chaves da porta. Estava lá um vizinho e pedi que abrisse! Ufa outra vez...
Estou em frente ao portão da garagem e percebo que o pai tirou o comando da garagem que estava preso às chaves do carro!!!! Só me apetecia chorar de desespero... já estava cansada, estava toda suada, e sozinha com 3 miúdos! Era preciso fazer o percurso inverso e voltar a casa buscar o comando..
Encontro novamente o vizinho e peço encarecidamente que me tomasse conta deles 1 minuto enquanto subia no elevador e ia buscar o comando! Bem, voei até casa e sempre a pensar que o vizinho não era capaz de levar as 3 crianças!!! Desistia logo ao ver o trabalho que dava!!!!! O vizinho deve ter achado que eu era louca!
Quando finalmente conseguimos entrar na garagem a Camila diz “mãe, o senhor fez uma festa ao kikinho!!!!” Desatei-me a rir, a Camila já me conhece tão, mas tão bem...
Casacos tirados, cintos apertados, babycoque instalada à frente porque hoje fomos no carro pequeno, eu sentada pronta a conduzir, suspirei e disse.. vá, isto para ti são “peanuts”... mas entrei no carro com o pé direito..

Entram às 9h. Deixei-as na escola às 10h05m.
Ao sair do carro e quando lhes estava a vestir o casaco e a molhar-me toda para que elas não se molhassem, a Camila percebeu o “stress” da manhã e diz-me: “ser mãe não é fácil, pois não mamã?”
Deixei-as na escola, voltei para o carro e bastou-me olhar para o meu kikinho a dormir serenamente para que as lágrimas de descarga do stress matinal caíssem pela cara abaixo.
Ser mãe não é mesmo nada fácil mas é sem dúvida um papel para a vida toda. Sou uma mãe real, com todas as dificuldades que este papel acarreta. Detesto deixa-las tarde na escola mas acima de tudo quero filhos felizes e serenos. Dia a dia vamos conseguindo...

Dia 8 de Março de 2018, dia de quê??

WHO RUN THE WORLD?? MOMS!!!

Um beijinho,

A.S. 💜💜💙

Queques de chocolate

Estes queques são os preferidos das minhas filhas e eu fico toda orgulhosa! Pedem imensas vezes e fazem publicidade a toda a gente. No ou...